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18/01/21 14:37 | NOTÍCIAS

Janeiro branco: Brasil está entre os países com maior número de casos de depressão e ansiedade

 

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) relatam que o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalentes a 5,8% da população, atrás dos Estados Unidos, com 5,9%. Além disso, ocupamos o primeiro lugar quando a questão é a prevalência de casos de ansiedade.

Números como esses justificam a campanha Janeiro Branco, uma iniciativa que visa à prevenção e à conscientização em relação à saúde mental, que entra este ano em sua oitava edição.

Psiquiatra da Samp, Jovino da Silva Alves Araújo explica que campanha tem grande importância porque é fundamental romper preconceitos quando se pensa em saúde mental, lembrando que as doenças de ordem psíquica não podem ser consideradas uma responsabilidade ou uma “fraqueza” do indivíduo, como doenças de ordem física também não são.

Tanto que em 2021 a iniciativa leva em conta o seguinte mote: onde tem gente, há questões de saúde mental a se atentar.

O alerta deve ser ainda maior em tempos de pandemia, quando há inúmeras pesquisas evidenciando o aumento de questões relacionadas à saúde mental. atentar.  “É preciso estar atento a uma espécie de efeito rebote da pandemia. É um momento em que o sofrimento psíquico tende a aumentar, trazendo medo, vulnerabilidade, sensação de impotência, sentimentos condizentes com as circunstâncias. A questão é observar e procurar ajuda profissional levando em conta a intensidade desse sofrimento e o comprometimento da rotina, dos relacionamentos...”, esclarece o médico e coordenador das unidades próprias da Samp,Ramon Minarini. 

Como alertam cartilhas elaboradas pela Fiocruz sobre as questões de saúde mental na pandemia, problemas psicológicos são considerados comuns na situação atual e nem todos constituem, de fato, doenças. A questão é exatamente quando os sintomas ficam persistentes, o sofrimento é intenso e começa a repercutir no dia a dia do indivíduo.

 O material elaborado por técnicos da fundação defende que é possível prevenir o risco de complicações mais sérias a partir de estratégias de cuidado psíquico, que começam por “reconhecer e acolher seus receios e medos” e passam também por “manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual”. Evitar o uso de cigarro, álcool e outras drogas para lidar com as emoções também é muito importante.